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Publicado em 26 de julho de 2015 | Por:

Qual o trem para um Brasil melhor!

Prezadas amigas e prezados amigos,
Espero que todas e todos tenham passado um ótimo final de semana. Da minha parte, passei estes dois dias batalhando para analisar os dados dos programas de pós-graduação em Medicina. Trabalho árduo mas acredito que ainda valha a pena, mesmo com os cortes do MEC em todas as áreas, incluindo a pós-graduação. Nos momentos difíceis, creio que devamos ter um protagonismo maior e darmos um pouco mais de nós para manter as coisas importantes do País, como a Educação e a formação de lideranças que irão pavimentar o caminho do Brasil do futuro. Os problemas da educação básica e superior são sobejamente conhecidos. Durante as últimas 5 décadas, o Brasil se ocupou, escrupulosamente e de forma bastante efetiva, da tarefa de destruir a educação fundamental e o ensino superior. O professor responsável pela educação de nossas crianças e adolescentes foi sendo progressivamente apequenado, mal pago e desrespeitado. Conseguimos transformar a mais nobre das profissões em algo sequer considerado como profissão pela maior parte dos brasileiros. A onda destrutiva atinge, no segundo momento, o ensino superior. A proliferação de novas faculdades transformou a educação em um rentável negócio, que apresentaram a opção da quantidade em detrimento da qualidade. O processo destrutivo iniciou-se nas áreas onde o investimento era menor, demandando apenas giz e lousa, posteriormente atingindo o Direito e, mais recentemente, as profissões da grande área da Saúde e Engenharias. Em resumo, sobram diplomas e faltam habilidades e competências, promovendo um apagão de profissionais que poderá fazer falta ao progresso do País. A última onda de deterioração parece atingir em cheio a pós-graduação. Faltam recursos para os programas, especialmente nas áreas onde as Fundações de Pesquisa Estaduais são menos consolidadas. O erro se repete. Em momentos de crise, o Brasil opta pelos cortes em áreas centrais para promoção da qualidade de vida e desenvolvimento humano dos brasileiros. Neste ano, pagaremos algo em torno de 80 bilhões de reais para o pagamento de juros da dívida. Neste ano, faltarão recursos para a Educação. Da minha parte, restou-me trabalhar todas as noites e finais de semana manter um sistema de avaliação e programas de pós-graduação que cobra qualidade. Torçamos para que o Brasil supere mais este desafio (Paulo Saldiva )



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