O Instituto para a Valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo — IVEPESP registra a importância da visita realizada, em 13 de julho de 2026, pelo presidente da República, pelo vice-presidente, por ministros de Estado, pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social — BNDES, por representantes do setor empresarial e por dirigentes de entidades ligadas às indústrias automotiva e de biocombustíveis ao Instituto Mauá de Tecnologia — IMT, em São Caetano do Sul.
A presença da mais alta representação do Poder Executivo federal, acompanhada de autoridades das áreas de Educação, Ciência, Tecnologia, Energia, Trabalho, Desenvolvimento Econômico e financiamento público, demonstra a relevância alcançada pelo Instituto Mauá de Tecnologia no cenário nacional.
A visita, que se estendeu por mais de três horas e incluiu laboratórios e instalações dedicados ao desenvolvimento tecnológico, representa muito mais do que um ato institucional. Ela evidencia o reconhecimento da capacidade científica e tecnológica instalada no Estado de São Paulo e demonstra como instituições de ensino e pesquisa podem participar diretamente da construção de soluções para os grandes desafios nacionais.
Pesquisa aplicada e o futuro dos biocombustíveis
Um dos temas centrais do encontro foi o programa de testes destinado a avaliar a viabilidade técnica do aumento do percentual de biodiesel adicionado ao diesel comercializado no Brasil.
A legislação brasileira permite que esse percentual seja progressivamente elevado, desde que misturas superiores às atualmente utilizadas sejam submetidas a estudos técnicos capazes de comprovar sua segurança, eficiência, durabilidade e compatibilidade com motores, veículos, máquinas e equipamentos.
Nesse processo, o Instituto Mauá de Tecnologia assume uma responsabilidade estratégica. Seus laboratórios não apenas realizam ensaios, mas produzem evidências que poderão subsidiar decisões do Conselho Nacional de Política Energética, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e de outros órgãos responsáveis pela política energética brasileira.
Trata-se de um exemplo concreto de como a pesquisa científica deve contribuir para a formulação de políticas públicas. Antes de uma alteração de grande alcance econômico, ambiental e social, é necessário verificar seus efeitos sobre:
- desempenho e consumo dos motores;
- emissões de poluentes;
- eficiência energética;
- durabilidade de motores e componentes;
- compatibilidade de materiais;
- estabilidade dos combustíveis;
- formação de depósitos e contaminantes;
- funcionamento de veículos, máquinas agrícolas e equipamentos industriais.
As decisões públicas precisam resultar de dados confiáveis, métodos transparentes e avaliações técnicas independentes, e não apenas de expectativas econômicas ou de interesses circunstanciais.
O IMT já demonstrou sua competência em estudos envolvendo combustíveis, motores, veículos, emissões, eficiência energética e novas tecnologias. Sua infraestrutura laboratorial e sua tradição na engenharia permitem que a instituição atue como uma importante ponte entre o conhecimento acadêmico, as demandas do setor produtivo e as políticas públicas.
Educação, pesquisa e desenvolvimento nacional
Para o IVEPESP, o episódio demonstra que não deve existir separação entre educação superior, pesquisa científica, inovação industrial e desenvolvimento econômico.
Uma instituição educacional de excelência não se limita à transmissão de conteúdos. Ela forma profissionais, mantém infraestrutura científica, realiza pesquisa aplicada, desenvolve tecnologias, resolve problemas concretos e coloca seu conhecimento a serviço da sociedade.
A participação conjunta de autoridades das áreas de Educação, Ciência e Tecnologia, Minas e Energia, Trabalho e Desenvolvimento Industrial, juntamente com o BNDES, empresas e associações setoriais, revela o caráter multidimensional do projeto.
A transição energética envolve:
- formação de engenheiros, pesquisadores e técnicos;
- desenvolvimento científico e tecnológico;
- modernização da indústria;
- financiamento à inovação;
- criação de empregos qualificados;
- redução de emissões;
- fortalecimento das cadeias produtivas nacionais;
- segurança energética;
- desenvolvimento sustentável.
O evento reafirma ainda a relevância do Estado de São Paulo como um dos principais centros brasileiros de produção científica, tecnológica e industrial.
A presença de uma infraestrutura como a do Instituto Mauá de Tecnologia, localizada no ABC Paulista — região historicamente associada à engenharia, à indústria automobilística e ao desenvolvimento econômico — permite aproximar laboratórios, empresas, pesquisadores, professores, estudantes e formuladores de políticas públicas.
A liderança do professor José Carlos de Souza Junior
O sucesso alcançado pelo Instituto Mauá de Tecnologia também está diretamente relacionado à qualidade de suas lideranças e ao trabalho permanente de seus professores, pesquisadores, técnicos, estudantes e gestores.
Nesse contexto, o IVEPESP destaca a atuação do Prof. Dr. José Carlos de Souza Junior, atual Superintendente Geral do Instituto Mauá de Tecnologia.
Engenheiro eletricista formado pela própria Mauá, com Mestrado e Doutorado pela Universidade de São Paulo — USP, o professor José Carlos construiu sua trajetória profissional no Instituto ao longo de mais de 30 anos dedicados à docência, à pesquisa, à inovação e à gestão acadêmica.
Seu profundo conhecimento da instituição, sua experiência como educador e pesquisador e sua capacidade de gestão têm muito a ver com o sucesso, o reconhecimento e a projeção atualmente alcançados pelo IMT.
Sua trajetória demonstra também a importância de as instituições valorizarem os profissionais que nelas se formam, constroem suas carreiras e assumem progressivamente responsabilidades na condução de seus projetos acadêmicos, científicos e institucionais.
Para o IVEPESP, essa circunstância constitui motivo de especial orgulho.
O professor José Carlos de Souza Junior é um dos fundadores do IVEPESP e exerce atualmente a função de Vice-Presidente de Tecnologia e Inovação do Instituto.
Sua participação na história das duas instituições simboliza uma convergência de valores e objetivos: a defesa da educação de qualidade, a valorização da pesquisa, o desenvolvimento da engenharia, o incentivo à inovação e a utilização do conhecimento científico em benefício da sociedade.
O reconhecimento alcançado pelo Instituto Mauá de Tecnologia é, portanto, também motivo de satisfação para todos os integrantes do IVEPESP, que acompanham e reconhecem a contribuição do professor José Carlos para o fortalecimento da instituição e para a construção de uma agenda nacional de ciência, tecnologia e inovação.
O papel estratégico do Instituto Mauá de Tecnologia
A visita presidencial deve ser compreendida como o reconhecimento de uma instituição que reúne formação acadêmica, pesquisa aplicada, infraestrutura laboratorial e capacidade de diálogo com o setor produtivo e com o poder público.
O IMT representa um modelo importante de integração entre:
ensino de qualidade, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação industrial e compromisso com o interesse público.
Essa integração permite que conhecimentos desenvolvidos em salas de aula e laboratórios sejam transformados em soluções capazes de melhorar produtos, processos, sistemas produtivos e políticas públicas.
O Brasil necessita fortalecer instituições como o Instituto Mauá de Tecnologia e criar condições para que universidades, centros universitários, institutos tecnológicos e centros de pesquisa participem permanentemente das decisões estratégicas do país.
Também é fundamental assegurar investimentos contínuos em laboratórios, equipamentos, formação de pesquisadores, bolsas de estudo, projetos cooperativos e redes nacionais de pesquisa.
Sem continuidade, planejamento e financiamento adequado, a ciência brasileira corre o risco de atuar apenas de forma pontual. Com políticas de longo prazo, porém, instituições como o IMT podem contribuir decisivamente para a modernização da economia, a transição energética e a soberania tecnológica do Brasil.
O posicionamento do IVEPESP
O IVEPESP considera fundamental que os programas nacionais de transição energética sejam conduzidos com planejamento de longo prazo, rigor científico, transparência e acompanhamento permanente de seus resultados.
O aumento da participação dos biocombustíveis pode contribuir para a redução da dependência de combustíveis fósseis, para o desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais, para a geração de empregos e para o cumprimento de metas ambientais.
Entretanto, qualquer mudança deve preservar a segurança dos usuários, a confiabilidade dos motores e equipamentos, a competitividade da economia e a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.
O evento realizado no Instituto Mauá de Tecnologia apresenta um exemplo positivo de articulação entre:
governo, instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo, associações técnicas e instituições de financiamento.
Essa articulação é indispensável para que o conhecimento científico seja transformado em desenvolvimento econômico, inovação industrial e melhoria das condições de vida da população.
Não existe desenvolvimento soberano sem ciência.
Não existe inovação duradoura sem educação de qualidade.
Não existem políticas públicas eficientes sem evidências produzidas por instituições competentes, independentes e comprometidas com o interesse da sociedade.
O IVEPESP parabeniza o Instituto Mauá de Tecnologia, o professor José Carlos de Souza Junior, seus dirigentes, professores, pesquisadores, técnicos, funcionários e estudantes pelo reconhecimento alcançado e por sua contribuição histórica ao desenvolvimento educacional, científico, tecnológico e industrial do Brasil.
Prof. Dr. Helio Dias
Presidente do IVEPESP — Instituto para a Valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo
https://ivepesp.org.br/membro/helio-dias/